Vem de uma cultura milenar armazenar a água da chuva ou água de poço em uma caixa d’água que recebe o nome de cisterna.

A água da chuva é captada por calhas e dutos do telhado e/ou pisos enchendo a cisterna. Essa água pode ser usada para irrigação e lavagem. 

Para poder utilizá-la para consumo humano ela deve passar por tratamento e avaliação de potabilidade periodicamente.

A qualidade dessa água pode ser influenciada pela poluição do ar em regiões industriais e pelo sistema de captação (telhados, calhas e superfícies de escoamentos), que permite a entrada de contaminantes, tanto biológicos como não biológicos.

Poeira, sujeira, fezes de animais e folhas de árvores podem, além de contaminar a água com microrganismos nocivos à saúde, causar sabores e odores desagradáveis.

Como devem ser uma cisterna?

A construção de cisternas próximas a fossas e esgotos, a falta de conservação e manejo adequado, tampas inapropriadas, problemas de rachaduras e uso de cordas e baldes para tirar a água, também propiciam contaminação da água, de forma que vários microrganismos, não só do grupo coliformes totais e fecais, mas também outras bactérias e protozoários.

É importante também instalar um filtro de folhas, pouco antes da entrada da cisterna, para não entupir o sistema.

As cisternas podem ser de alvenaria ou de material plástico modular. Para controlar a variação de temperatura em seu interior e manter a qualidade da água e dos materiais com que a cisterna foi produzida, recomenda-se que ela fique enterrada.

Ela precisa estar sempre tampada, para que a luz do sol não penetre, impossibilitando a existência de algas.

Deve ter estrutura resistente e impermeável, dutos de entrada de água em cima e saída de água embaixo. Na parte superior também deve-se instalar um bem dimensionado ladrão, direcionando a água para o sistema de infiltração no solo.

É importante construir cisternas, porém é necessário garantir a qualidade da água consumida, oriunda de precipitações e/ou de caminhão pipa, pois os riscos à saúde pública existem quer por ausência de abastecimento, quer por fornecimento inadequado.

A manutenção da qualidade da água adequada para o consumo implica em adotar medidas a fim de evitar contaminações, que são dividas, basicamente em dois grupos:

  • adoção de ações que visam criar uma barreira física aos possíveis contaminantes
  • aplicação de tratamentos da água da cisterna.

Normas internacionais recomendam a filtração e alguma forma de desinfeção como tratamento mínimo da água para ser usada para consumo humano, podendo ser utilizado o processo de fervura da água durante cerca de 5 minutos.

Ao longo dos anos adquirimos um grande conhecimento na prestação de serviços de análise de água, comparando os valores encontrados com as normas vigentes de potabilidade e avaliando se a água é própria ou imprópria para o consumo humano. Quer saber mais? Mande um e-mail para analisesdeaguas@laboratoriocavalieri.com.br ou ligue para (32) 3215-5724

 

Fontes: ecoeficientes.com.br/
Artigo “Considerações sobre controle e vigilância da qualidade de água de cisternas e seus tratamentos” – Miriam Cleide Cavalcante de Amorim 1; Everaldo Rocha Porto 2
Foto: suaobra.com.br